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Na França, de fato,
o Diretório está
completamente desacreditado
e só consegue sobreviver,
sob ameaças diárias
(em particular provindas
das hostes realistas),
pela força das armas.
Seria o general Hoche, gravura
de uma escultura de Fremy),
quem ocuparia Paris, prendendo
os deputados realistas e não
reconhecendo outros 177 (fig.45.2: as
tropas de Hoche detêm os deputados
monarquistas). mas não se
trata ainda de nada definitivo.
Iriam seguir-se novas crises
até a exaustão total do regime.
Na época, Napoleão, no Egito,
(fig.45.3: estampa mostrando
Napoleão na Batalha das Pirâmides;
fig.45.4: Napoleão no Cairo,
participa da festa de Maomé),
vê seus sucessos militares em terra,
anulados pela destruição da
frota francesa, por obra dos
ingleses de Nélson.
E tem que regressar
o mais rapidamente possível
à Europa, antes que o Egito
se transforma numa armadilha. |
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Fig.45.3 |
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O Governo vencia, mas sacrificava um
de seus últimos trunfos: a aparência de legalidade revolucionária e
republicana. E de agora em diante,devia temer seus aliados militares
ainda mais que seus inimigos monarquistas e jacobinos.
BONAPARTE E O
BALANÇO
DA REVOLUÇÃO
O
resto da história desenvolve-se como um mecanismo lógico, com pouco
espaço para o acaso. O Diretório quer afastar um aliado tão forte que é
ameaçador, e convida Napoleão a lutar contra a Inglaterra. O general
aceita, fascinado pelo Oriente: sonha desferir um golpe contra o império
britânico conquistando o Egito. mas também parece-lhe oportuno
afastar-se do centro doa acontecimentos evitando qualquer compromisso
com o regime decadente.
Assim desliga-se de qualquer relação com uma política ameaçada pela
direita e pela esquerda esquerda, por realistas e
neo-jacobinos. |
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Sem Carnot e
Barthélemy, e com barras, talvez desiludido com as perspectivas do
Governo, muito mais preocupado com seus negócios e prazeres do que com
os assuntos do Estado, o Diretório passou a ser conduzido por Sieyès. O
antigo padre, de regresso de uma missão diplomática em Berlim,
substituirá a Rewbell na primavera de 1799. Deixando para trás sua fama
de silencioso e enigmático,ele alardeia sua hostilidade à constituição
do ano III, Os termidorianos mudam de líder, mas apenas para melhor
buscarem seus objetivos: uma França de novos aristocratas, sem os
Bourbon e sem os nobres de sangue. Aos poucos, Sieyès coloca homens de
confiança no Diretório e nos Conselhos, mas ainda tem necessidade,
conforme suas próprias palavras, de uma espada, ainda mais que
recomeçavam as guerras na Europa.
Ocupando a Suíça e invadindo Roma, tentando criar à volta da França um
cinturão de Repúblicas irmãs, o Diretório dava curso ao velho sonho
girondino, mas fazia em pedaços o tratado de Campoformio, induzindo a
Áustria a uma nova guerra. Preocupados com a campanha do |
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Egito e a
ameaça da república estender-se para o oriente otomano, a Rússia
aliou-se à Áustria e à Inglaterra, numa nova coalizão, cujos Exércitos,
no verão de 1799, passam a ameaçar a segurança da França.
Do outro lado do Mediterrâneo, as vitórias navais inglesas haviam
isolado Bonaparte que, nesse momento, toma uma decisão: deixando o
Exército, regressa à França com uma pequena e fiel escolta. Pouco
importa que, ao chegar a Paris, a ameaça de invasão já não exista graças
às vitórias de Masséna em Zurique, e de Brune na Holanda.
O
golpe de Estado
do 18 brumário
Aos olhos da opinião pública, é ele o símbolo da vitória e da
paz.
Sieyès previra com acerto os traços fundamentais dos
acontecimentos. Ali estava a espada que lhe permitiria
superar os obstáculos enfrentados pelo regime. As eleições de
1799 haviam insistido em negar uma base de governo aos
termidorianos. Eliminados os monarquistas, os
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