| REVOLUÇÃO
FRANCESA PARTE III Domingo e Cátia ALZUGARAY |
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A FRANÇA PÓS-REVOLUCIONÁRIA
A vitória francesa em Fleurus
(junho de 1794) deu segurança à nação, tornando injustificável o Terror,
pelo qual Robespierre e seus seguidores acabaram sendo
responsabilizados, julgados e executados. Assim, por esgotamento das
alas, a Planície - o centro político - chegava
ao poder, dominando a Convenção, porém sem contar com o apoio
popular que havia beneficiado seus adversários. Iria esforçar-se para
atrair os girondinos anistiados e os terroristas arrependidos,
cancelando retrospectivamente a capitulação parlamentar de 2 de junho de
1793. |
sólidas para o poder, devido
exatamente a sua condição de ponto neutro no panorama
político, conseguiu manter-se por pouco mais de cinco anos. Sucedendo
aos heróis da revolução e antecedendo o grande império, entre
Robespierre e Napoleão, o regime iniciado a 9 de Termidor (27 de julho
de 1794), não deu prestígio histórico a seus líderes. Sustentou-se
graças ao apoio militar (tendo que golpear sucessivamente tanto a
direita quanto a esquerda), à adoção de um governo do tipo colegiado (o
Diretório), e a uma certa falta de escrúpulos quanto aos meios que
utilizava. Enfim, foi apenas um governo de transição. |
Rewbell, Hoche, Bonaparte e muitos outros que se agruparam no governo, Exército e administração da nova França, deviam tudo à libertação revolucionária. Membros da Convenção, assassinos do rei, generais saídos do Exército monarquista, funcionários que haviam prestado serviços sob Terror, todos, unanimemente temiam a restauração do ancien régime. Mas todos, igualmente, desejavam deter o ímpeto revolucionário para poder gozar em segurança aquilo que haviam conquistado. Um mundo Esses regicidas, unidos por suas recordações e temores, começam a reconstituir com seu exemplo a boa sociedade retornando as ligações com o grande suspeito do período |
terrorista: o prazer.
O Termidor liberou os revolucionário da tirania do puritanismo popular e
da virtuderobespierriana, e deu sinal para o início da festa parisiense.
Um mundo novo, submerso no ancien régimeI e impraticável durante
a revolução, emergia. A prosperidade recente
financiava duvidosos hábitos, trocavam-se mulheres e favores: a
esplêndida madame Tallien, apenas em tempo salva da guilhotina graças ao
9 de Termidor passa de Barras a Ouvrard, fascinada pelo poder e
pelo dinheiro. É a rainha da festa do Termidor, que inaugura
simbolicamente o grande ballet das finanças e da política, que
caracterizaria desde a origem o predomínio da burguesia |
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