Fig.33.1
 
fig.33.3

Fig.33.2
 

uma ditadura provisória: vários decretos terroristas, que levam os girondinos e Maria Antonieta aos tribunais revolucionários, vingam o atentado a Marat; o levante em massa, invocado pelos revolucionários, é votado a 23 de agosto; a revolta de Paris de setembro põe o Terror na ordem do dia. À lei dos suspeitos, com uma definição suficientemente ampla para poder abarcar todos os inmigos da revolução, a Convenção cedera às pressões revolucionárias somente para poder controlar Paris e acabar    com     os    chefes

 

enraivecidos; agora, a esquerda se retrai enquanto a direita avança. O governo provisório da França é revolucionário até a paz.
Esta ditadura de guerra é bem menos centralizada do que se mostrava para as suas vítimas e para os seus partidários. Ao lado da resistência moderada dos girondinos existe um federalismo revolucionário: a lentidão das comunicações e as guerras civis locais se explicam por que tanto a ação espontânea popular quanto a dos jacobinos das províncias precedem as diretrizes governamentais. Os Comitês de Salvação Pública e de Segurança Nacional, logo se

   

As tarefas que o novo Comitê de Salvação Pública deve enfrentar
são pavorosamente difíceis. A revolta progrediu
na Vendéia, em Lyon, em Toulon. A guerra,
nas fronteiras, está a favor dos Exércitos estrangeiros:
Toulon está nas mãos dos ingleses; a vida está cara
e os gêneros escasseiam.
Em toda parte e contra tudo se reagiu com vigor e decisão:
Toulon foi reconquistada (fig.33.1: a cidade e o porto de Toulon
em uma gravura do século 18); Lyon foi ocupada
pelas tropas revolucionárias (fig.33.3: Carrier submete os vendeianos
no Loire, em dezembro de 1793,
gravura de Duplessis-Bertaux).
Certamente, nem tudo está claro, legítimo, justo e,
muitas vezes mesmo, se cai em arbítrios totais
como prisões não motivadas (fis.33.4): mas, como disse Robespierre,
o Terror é uma emanação da virtude,
e como tal tudo isso se justifica.

dos cereais. A vitória? Basta proscrever os traidores. Em ambos os casos, é necessário punir, mandar para a guilhotina.

Pena de morte
a agiotas e usuários

Jacques Roux propõe a pena de morte para a agiotagem e a usura. Entre julho e agosto, Hébert lança sua candidatura. Em uma Paris, em plena luta dos ricos contra os pobres, ele luta pela sucessão de Marat, assassinado por uma jovem monarquista. Toulon, tomada pelos ingleses, reage: uma nova jornada começa a 4 de setembro como manifestações populares pedindo pão; no dia 5, como a 10 de agosto, como a 2 de junho, as tropas armadas cercam a Convenção e expulsam o chefe

 

da administração municipal de Paris, Pache: a Assembleia permite a criação de um Exército revolucionário interno, a prisão de suspeitos, a depuração do Comitê, mas mantém o controle do poder. A Montanha havia aceito acelerar o movimento e não deixar o poder.
Desde junho, esta se empenha com habilidade e energia na tarefa de promover a união nacional. Primeiramente tenta estreitar a união nacional. Primeiramente tenta estreitar a união da província de Paris, dos campos e das cidades em torno da convenção; a venda em pequenos lotes dos bens dos emigrados e a abolição pura e simples de tudo que ainda restava dos direitos senhoriais fortalece a aliança fundamental

 

entre a democracia rural e a urbana. Mas ainda é necessário tranquilizar todos aqueles que se assustaram com o fim da ditadura: e é este o objetivo da nova constituição, votada a 24 de junho. Enquanto o projeto anterior de Condorcet se baseava sobre um exercício continuo da soberania nacional e do sufrágio direto, a  constituição da Montanha deixa as decisões finais para o executivo da Assembleia.

O Terror
na ordem do dia

Sua aplicação, de fato, é deixada para ser feita em momentos mais calmos. O perigo da situação e a pressão exercida por Paris influem o Comitê de Salvação, renovado em julho, para exercer

 
Fig.33.4

 

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