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Barras e Rewbell apoiam a
política de conquistas na Itália, como sempre procurando atrair
La Révellière contra Carnot e Le-tourneur.
Portanto, é sem oposição de Paris que, em março,
com um Exército reforçado, Bonaparte avança sobre Viena,
atravessa o Friuli, e ali mesmo, a algumas dezenas de
quilômetros de Schönbrunn, negocia o armistício de Léoben, que,
mais que um armistício, é um verdadeiro acordo preliminar de
paz. Por sua conta, Napoleão desiste das pretensões francesas
sobre a margem esquerda do Reno, em troca da Bélgica e da região
milanesa. Um protocolo secreto prevê a expansão do domínio
francês no norte da Itália, deixando, em compensação, o caminho
livre para o estabelecimento de um domínio austríaco sobre a
República de Veneza. Em essência, Napoleão aceitava a política
dinástica da repartição de território, sem levar em conta o
ideal revolucionário da formação de uma Europa republicana.
Ignorando a oposição de Rewbell que, no |
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Diretório,
defendia a conquista do Reno sem o sacrifício
de Veneza aos interesses de Viena, Bonaparte assinou o tratado
de Campoformio, que confirmava as cláusulas do armistício de
Léoben.
Entre a primavera e o verão de 1797, Napoleão, em seu castelo de
Mombello, perto de Milão, aparece como o árbitro da situação, a
princípio da Itália, depois da própria França. Já não era mais
tempo de favorecer o jacobinismo lombardo contra a Áustria.
Vencedor, volta-se para os moderados e notáveis, a meio caminho
entre a tutela dos padres e a anarquia. Dota a República
cisalpina de uma constituição semelhante à do ano III, de tal
modo que os membros do Diretório e do Conselho serão nomeados
por ele.
Depois de Léoben, Bonaparte tornara-se o homem da paz vitoriosa,
sonho máximo da opinião pública francesa, e ideologicamente,
aproximara-se mais que nunca ao Diretório. Entretanto, não tinha
razões para aliar-se ao corroído regime. |
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Fig.44.2 |
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Os sucessos
italianos de Bonaparte ainda continuarão: Milão
cairá
(fig.44.1: entrada das tropas francesas em
Milão, a 15 de maio de 1796);
e todos os governantesitalianos serão obrigados
a pedir a paz,
celebrada através de uma série de
documentos(fig.44.2: convenção do
armistício estipulado entre Napoleão e Frederico
d'Este, plenipotenciário
do duquede Modena; fig.44.3: assinatura da paz
de Tolentino -
19 de fevereiro de 1797; Fig44.4: celebração do
tratadode
Campoformio - 17 de outubro de 1797). Em pouco
mais de
um ano, o jovem general nãosó conseguira
sucessos militares de
primeira ordem, mas havia criado também uma
política própria,
que cabe ao Diretório apenas ratificar.
Mantendo liberdade de ação Napoleão impedia que
seu futuro políticose vinculasse ao destino, já
previsivelmente
sombrio, que aguardava o Diretório. |
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Aliar-se ao Governo impopular seria
desprestigiar-se; mas abandoná-lo à própria
sorte poderia implicar na derrocada da
República. Por isso, é das sombras que ele
participa do golpe republicano de 1797. Sua
participação limita-se a permitir a manifestação
republicana dos soldados, a informar Carnot de
provas sobre a traição de Pichegru (que se
tornara o novo presidente da Câmara dos
Quinhentos) e a enviar o |
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turbulento
jacobino Augereau em apoio a Hoche, cujos
regimentos da Alemanha retornavam a Paris.
A
conspiração
do fructidor
A conspiração, iniciada com derrota eleitoral de Fructidor,
amadurece com o mês das frutas. É quando (7 fructidor) La
Révellière sucede a Carnot na presidência do Diretório, e com
Barras e Rewbell, apela para Hoche. |
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Fig.44.4 |
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Paris é ocupada militarmente (17-18 de
setembro). De madrugada, Angereau prende
Pichegru, Barthélemy e os monarquistas do
conselho, enquanto Carnot, repentinamente
suspeito, foge e refugia-se na Suíça. Em
seguida, um decreto estabelece a pena de morte
para aqueles que pretenderem restabelecer a
Constituição de 1793. Era o retorno ao regime de
exceção, um novo 2 de junho de 1793, os
termidorianos, com o apoio do Exército
perpetraram em 18 fructidor de 1797. |
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