Fig.44.1
 
Fig.44.3

Barras e Rewbell apoiam a política de conquistas na Itália, como sempre procurando atrair La Révellière contra Carnot e Le-tourneur.
      Portanto, é sem oposição de Paris que, em março, com um Exército reforçado, Bonaparte avança sobre Viena, atravessa o Friuli, e ali mesmo, a algumas dezenas de quilômetros de Schönbrunn, negocia o armistício de Léoben, que, mais que um armistício, é um verdadeiro acordo preliminar de paz. Por sua conta, Napoleão desiste das pretensões francesas sobre a margem esquerda do Reno, em troca da Bélgica e da região milanesa. Um protocolo secreto prevê a expansão do domínio francês no norte da Itália, deixando, em compensação, o caminho livre para o estabelecimento de um domínio austríaco sobre a República de Veneza. Em essência, Napoleão aceitava a política dinástica da repartição de território, sem levar em conta o ideal revolucionário da formação de uma Europa republicana.  Ignorando   a oposição de Rewbell que, no

 

Diretório,    defendia    a conquista do Reno sem o sacrifício de Veneza aos interesses de Viena, Bonaparte assinou o tratado de Campoformio, que confirmava as cláusulas do armistício de Léoben.
Entre a primavera e o verão de 1797, Napoleão, em seu castelo de Mombello, perto de Milão, aparece como o árbitro da situação, a princípio da Itália, depois da própria França. Já não era mais tempo de favorecer o jacobinismo lombardo contra a Áustria. Vencedor, volta-se para os moderados e notáveis, a meio caminho entre a tutela dos padres e a anarquia. Dota a República cisalpina de uma constituição semelhante à do ano III, de tal modo que os membros do Diretório e do Conselho serão nomeados por ele.
Depois de Léoben, Bonaparte tornara-se o homem da paz vitoriosa, sonho máximo da opinião pública francesa, e ideologicamente, aproximara-se mais que nunca ao Diretório. Entretanto, não tinha razões para aliar-se ao corroído regime.

 
Fig.44.2
 
 
Os sucessos italianos de Bonaparte ainda continuarão: Milão cairá
(fig.44.1: entrada das tropas francesas em Milão, a 15 de maio de 1796);
e todos os governantesitalianos serão obrigados a pedir a paz,
celebrada através de uma série de documentos(fig.44.2: convenção do
armistício estipulado entre Napoleão e Frederico d'Este, plenipotenciário
do duquede Modena; fig.44.3: assinatura da paz de Tolentino -
19 de fevereiro de 1797; Fig44.4: celebração do tratadode
Campoformio - 17 de outubro de 1797). Em pouco mais de
um ano, o jovem general nãosó conseguira sucessos militares de
primeira ordem, mas havia criado também uma política própria,
que cabe ao Diretório apenas ratificar.
Mantendo liberdade de ação Napoleão impedia que
seu futuro políticose vinculasse ao destino, já previsivelmente
sombrio, que aguardava o Diretório.
 

   Aliar-se ao Governo impopular seria desprestigiar-se; mas abandoná-lo à própria sorte poderia implicar na derrocada da República. Por isso, é das sombras que ele participa do golpe republicano de 1797. Sua participação limita-se a permitir a manifestação republicana dos soldados, a informar Carnot de provas sobre a traição de Pichegru (que se tornara o novo presidente da Câmara dos Quinhentos) e a enviar  o

 

turbulento jacobino Augereau em apoio a Hoche, cujos regimentos da Alemanha retornavam a Paris.

A conspiração
do fructidor

     A conspiração, iniciada com derrota eleitoral de Fructidor, amadurece com o mês das frutas. É quando (7 fructidor) La Révellière sucede a Carnot na presidência do Diretório, e com Barras e Rewbell, apela para Hoche.


Fig.44.4
 

     Paris é ocupada militarmente (17-18 de setembro). De madrugada, Angereau prende Pichegru, Barthélemy e os monarquistas do conselho, enquanto Carnot, repentinamente suspeito, foge e refugia-se na Suíça. Em seguida, um decreto estabelece a pena de morte para aqueles que pretenderem restabelecer a Constituição de 1793. Era o retorno ao regime de exceção, um novo 2 de junho de 1793, os termidorianos, com o apoio do Exército perpetraram em 18 fructidor de 1797.

 
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