![]() Fig.37.1 |
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O Terror, na sua
última fase, tenta forjar toda uma nova consciência, uma nova crença, aquilo que se poderia chamar uma nova cultura: essa vai desde a instituição do Ser supremo (fig.37.1: a festa do Ser supremo em uma pintura de P. A. Demachy), que parece constituir a encarnação triunfal da razão. Mas as vitórias internas e as militares contra o estrangeiro, que o Terror consegue alcançar, anulamsua própria razão de ser. Por que o Terror, agora que a República está consolidada e que o inimigo foi batido? Por que Saint-Just? Por que Robespierre? A 27 de julho de 1794 ambos foram acusados (fig.37.2: leitura do decreto, diante do Hotel de Ville, que colocará fora da lei Robespierre entre a noite do dia 9 e 10 do Termidor); Robespierre foi ferido mortalmente durante a prisão (fig.37.3). |
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para romper com a grande aspiração de
distensão, encarnada por Danton e seus amigos. As prisões nunca
estiveram tão cheias nem a guilhotina tão ativa nesta primavera de 1794;
a lei de 22 Prairial (10 de junho) suprime qualquer garantia de justiça
e permite mandar qualquer pessoa para o patíbulo. O tribunal
revolucionário pronuncia cerca de 300 condenações à morte durante 50
dias que precedem a queda de Robespierre. Sem uma política definida e
sem apoio popular, o grupo de Robespierre se agarra desesperadamente aos
meios de que dispõe e investe com uma vontade repressiva que agrava mais
ainda seu isolamento. |
do ateísmo: Aos olhos dos legisladores, tudo aquilo que é útil ao mundo e bom na prática é verdadeiro. A ideia do ser supremo e da imortalidade da alma é uma chamada contínua à justiça; esta é, então, social e republicana. A igreja jacobina, que já tinha suas festas e seus mártires, encontra finalmente seu Deus.
A grande festa Induzida por Robespierre, a Convenção vota: O povo francês reconhece a existência do Ser supremo e da imortalidade da alma, e a 20 Prairial (8 de junho) David organiza, no Campo de Marte, a grande festa do Ser supremo e da natureza: Robespierre, semelhante ao pontífice de uma nova religião, aparece com um maço de espigas |
![]() Fig.37.2 |
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