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na mão, este homem,que acredita nas
ideias morais, assimila solenemente seu primado sobre a ordem natural. A
virtude é o fundamento necessário da República.
Mas a situação externa - que é o verdadeiro fundamento histórico desta
República - não superou nenhuma de suas dificuldades iniciais. Há meses
todos os esforços são dirigidos para a guerra. Todos os recursos são
mobilizados, tudo para a defesa nacional da República. O Exército, com
150 mil homens, está mais disciplinado, melhor comandado. Chega a
primeira vitória.
O fim do Terror
e de Robespierre
Mas, desde
este momento, que sentido mais podem ter o Terror e Robespierre?
Todas as hostilidades individuais se voltam contra ele. A
vitória tem o gosto da vida. |
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Se a proposta
de Danton, de liberdade com paz, foi derrotada, pode-se substituí-la por
outra, a de liberdade com conquista.
Robespierre cairá não
porque, com se disse queria a paz, mas porque persiste em querer unir os
dois termos tornados contraditórios: Terror e vitória.
Todos os descontentes levantam-se contra a ditadura. O próprio
Comitê está dissolvido: Carnot passa a se opor declaradamente a
Saint-Just e Robespierre. Este, que praticamente deixara de assistir às
sessões, decide passar à contra-ofensiva dentro da própria assembleia, a
26 de julho: mas sua sorte já havia sido decidida por um acordo entre
seus adversários. No dia 9, Robespierre, Daint-Just, Couthon e seus
amigos foram acusados, sem que lhes fosse permitido sequer o uso
da palavra: libertados à tarde pela Comuna, |
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chegaram à noite ao Hotel de Ville.
Estes parlamentares representam mal a última grande cena das suas vidas:
seu apelo foi rejeitado. Os populares não fizeram nada para defende-los.
Nesta noite, os partidários de Robespierre pagam o preço das carretas do
Germinal.
Em 10 do Termidor (28 de julho), no caminho que os levava para a
guilhotina, gritaram como sinal de escárnio: Foutu maximum.
FIM PARTE II |