A República instaurada proclama com vigor os seus dois
grandes princípios: liberdade e igualdade
(embaixo: papel com os símbolos da época revolucionária).
Eles se apresentam não como dádivas
caídas do céu, mas como uma lenta
e cansativa conquista que todo o povo deve realizar
dia a dia, como uma dura luta
contra os inimigos externos e internos.
 

do bônus e o aumento da especulação tende a incrementar a circulação de mercadorias. As palavras de ordem como requisição, controle dos preços e outras, são endossadas por várias facções.
Desde fevereiro, Paris vive em estado de revolta permanente. Primeiro desconfiados, os montanheses aproximam-se pouco a pouco dos sans-culottes para deles fazer um instrumento contra a Gironda. Medidas excepcionais são votadas entre março e maio: tribunal revolucionário para julgar os suspeitos, leis mais duras contra os emigrados, circulação obrigatória da moeda, maximum sobre o trigo.
Pensa-se reforçar o poder com a formação de um Comitê de Salvação Pública de nove membros com plenos poderes sobre o Executivo. Esses membros

 

 

são centristas e a maioria é de Danton que, até então, esperava poder evitar o conflito aberto entre girondinos e montanheses. Mas os ânimos estão exaltados devido aos últimos acontecimentos e Danton, para opor-se a este novo perigo, alia-se aos montanheses.

O fim da França
girondina

Porém, como eliminar a Gironda? parece que Robespierre esperava que a planície estivesse decidida há muito tempo. Entretanto, mais uma vez a sublevação de Paris põe fim à questão: em resposta às ameaças de um deputado girondino contra Paris, um comitê insurrecional organiza sua primeira manifestação das várias seções na Assembleia no dia 31 de maio. Mas são os deputados montanheses que acusam os girondinos e, diante da  

 

vacilação existente, o comitê avança. Dois de junho, domingo, há uma multidão maior que na manifestação anterior. A insurreição será melhor organizada de todas. E a única coisa certa é que o Comitê de Salvação Pública está dividido e que Danton não reage. Assediada pela multidão armada, a Assembleia decide a prisão de 29 de seus membros. É o fim da Gironda.
Apesar do que julguem os historiadores do século 20, em junho de 1793 era necessário que a Convenção se separasse daqueles jovens que tinham amado a vitória, sem saber aceitar seus compromissos. Por necessidade, a Convenção admitiu que a feliz guerra da Gironda se transformasse na salvação pública dos montanheses.

FIM PARTE I

 

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