Fig.27.1
 
Fig.27.3
 

 

 

Enquanto q família real é recolhida na prisão
de Temple (fig.27.1), a guerra é retomada com renovado
vigor e torna-se verdadeiramente nacional, patriótica.
O Comitê executivo que substitui Luís  XVI encontra
a sua alma e seu ponto de apoio
em Danton (fig.27.2), que, através da
mobilização de todas as forças (fig.27.3:
A Guarda
Nacional de Paris parte para a guerra, pintura de
L. Cogniet) leva o país à vitória de Valmy
(fig.27.4) e ao triunfo da "nação armada".

 

cabeça do  rei  como  um desafioaos adversários, a maioria da Convenção rompe qualquer ligação com o passado e com a Europa: enquanto consolida na França os direitos aos benefícios nacionais e todos os interesses ligados ao novo regime, prepara o caminho para um eventual compromisso com o inimigo

 

externo. Seria a oportunidade que os girondinos queriam quando manobravam para poupar o rei? Este, de inicio, parece ser  o cálculo de Danton, mas no fim ele vota a favor da morte do rei para não ficar isolado. Os girondinos, presos às consequências de sua política externa e de uma guerra que tinham deflagrado, são  levados,  ao  querer salvar 

mesmos ambientes que os novos homens políticos. Nem mesmo entre os seus companheiros, têm a sensação de pertencerem a um grupo homogêneo: os amigos de Brissot, como Vergniaud, não estão entre os que frequentam os salões da casa de Roland. No fundo, esses homens indulgentes e valorosos, festejados pelas massas, envolvidos por propagandistas estranhos à Europa francesa, não têm grande convicção política própria. É mais fácil classifica-los a partir de seus inimigos que por suas ideias.
Contra a ditadura parisiense, escolhem a província e bem cedo escolherão o federalismo; contra o fanatismo dos sansculottes, defendem o liberalismo burguês; contra os métodos terroristas propostos pela Montanha, passam-se pouco a pouco para a lista dos inimigos da revolução: a Gironda não é um partido, mas uma tendência.
Nas primeiras semanas, zelosa de seu primado e prisioneira de seus

 

rancores,    recusa    a    aliança proposta por Danton que pretende, como ela, a salvação do rei. Mas não consegue evitar o processo contra Luís XVI, que se torna inevitável quando, em um móvel da Tulherias, descobrem-se cartas confidenciais trocadas com a Austria. Então Vergniaud pede antecipadamente que o julgamento da Convenção seja submetido a referendo popular: mas a Planície se recusa.

O rei é
guillhotinado

As apurações têm início em 14 de janeiro de 1793: o veredito de culpa é votado por unanimidade e o apelo ao povo recusado. Nos dias seguintes, os girondinos tentam uma última cartada sobre a modalidade da pena a ser aplicada ao rei e, depois, tentam sua prorrogação. São derrotados: Luís XVI é condenado à pena capital e morre na manhã de 21 de janeiro, guilhotinado na praça da Revolução. Fazendo cortar a

 

 
Fig.27.2
 
Fig.27.4

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