| As confrontações políticas, de
forma rapidíssima, vão sobrepujando os homens, os comandos. É todo um país que parece tomado de uma grande paixão política. As idéias se encontram e se chocam: desde a Sociedade dos Amigos da Constituição - que forma o núcleo central dos que serão os jacobinos (fig.16.1: reunião do clube dos jacobinos), aos conselheiros e às reuniões políticas das mulheres (fig.16.2: guache de P. E. Le Sueur), à proliferação da imprensa (fig.16.3: três jornais da época) é tudo uma animação, um discutir, um novo viver político. Mas isso não implica ainda em ruptura dramática. Ao contrário, acredita-se numa espécie de união nacional, que, concentrando-se ainda no rei, encontre seu verdadeiro e novo significado na liberdade que terá sua mais completa expressão a 15 de julho de 1790, por ocasião das celebrações do primeiro aniversário da tomada da Bastilha (fig.16.4) |
Fig.16.1![]() |
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Fig.16.2![]()
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Fig.16.3![]() |
O aniversário da
O vazio criado com a queda do antigo Estado e do isolamento do
poder executivo está cheio da exaltação coletiva da unidade
nacional, em contraposição a todos os particularismos do
ancien régime. No verão de 1789, as federações entre
a cidade e as províncias têm como primeiro objetivo a segurança;
mas a ideologia se ressalta ainda mais, graças a afirmação geral
de que nasceu uma nação que baseia sua unidade na própria
liberdade.
A história da França não cessará
jamais de ser marcada por essa ideologia. Para o primeiro
aniversário da Queda da Bastilha, a Assembleia organiza, no
Campo de Marte, a grandiosa festa da Federação, na qual Paris e
as províncias celebram sua comunhão na religião da unidade
revolucionária.
Na presença da família real e à frente de todas |
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Um novo homem A esse respeito o momento decisivo foi o 4 de agosto, que aboliu os privilégios pessoais, ou de coletividades, e a desigualdade das própria terras; os títulos de nobreza são abolidos um pouco mais tarde, a 16 de junho de 1790. Assim se estabeleceram as bases da formação de uma sociedade igualitária , na qual os homens não são considerados segundo seu nascimento ou sua religião, nem protegidos de seu ambiente secular, mas livres para o seu futuro individual. O reino de França se transforma numa sociedade de indivíduos de direitos iguais. É esse o significado exato do termo cidadão, do qual a revolução faz grande uso, como para
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