|
Diante da promessa da sanção real aos
atos de 4 de agosto, concorda com um "veto suspensivo", de efeito sobre
duas legislaturas. Mas Luix VI continua a tergiversar sobre a
assinatura, durante todo o mês de setembro: ainda uma vez todos estão
seguros de uma coisa, que ele não aceita o fim da sociedade
aristocrática. Quanto ao resto, isso permite que deflore uma nova crise,
da qual não se sabe calcular a extensão ou a força. É o mecanismo de
julho. |
![]() |
Lafayette corre a proteger a família
real, mas não pode fazer outra coisa senão consagrar a vitória popular.
Do balcão de mármore, ao lado de um rei mudo e perturbado, faz promessas
e o próprio Luís XVI anuncia sua volta a Paris. Como em julho, é sua
derrota que provoca o aplauso popular. |
|
|
setembro, alimentada pelos debates
sobre o veto e pela crise alimentar. Mesmo sendo boa a colheita de 1789,
o trigo ainda não foi debulhado, a normalidade ainda não chegou. As
desordens tornaram mais difícil o transporte da produção e o
reabastecimento dos mercados. O desemprego é brutalmente agravado com a
fuga de muitas famílias aristocráticas, que dispensaram muitos
empregados domésticos e deixam sem trabalho muitos artesões parisienses.
Poupa-se o dinheiro, à espera de dias melhores: o fracasso dos dois
empréstimos de Necker cria de novo o pânico na receita burguesa. |
refúgio da lei nessa anarquia urbana, não opõem obstáculos. Mirabeau, que já é o detentor de um poder realmente forte, não tem o hábito de nadar contra a corrente; de resto, tendo já uma ideia formada sobre Luís XVI, é possível que se apoie nas intrigas dos Orleãs, para uma eventual sucessão, na esperança de conciliar a Monarquia e o povo. Uma provocação do A essa
carga de explosivo potencial, falta a centelha que
é
fornecida pelo casal real. A 1 de outubro, os oficiais do corpo
da guarda do rei convidam os do regimento de Flandres para um
banquete na suntuosa sala da opera, de Versalhes. |
Versalhes para levar o rei de volta a Paris. Será para afastá-lo de sua corte? Ou será para que Paris, com seu rei, reconquiste o pão que lhe falta? A mentalidade revolucionária continua a confundir o alimento com a política. No dia 5, no Hotel de Ville, forma-se uma longa coluna, predominantemente de mulheres, que inicia a marcha de Versalhes. Pouco depois são seguidas por 15 mil guardas nacionais comandados por Lafayette. Chove, nessa segunda feira de outubro, que será o último dia do rei em Versalhes. Voltando precipitadamente da caça, Luís XVI cede, depois de haver pensado em fugir: promete às mulheres fornecer de novo alimento a Paris e, à Assembleia, sancionar os decretos de 4 de agosto. A chegada da segunda coluna parisiense faz eclodir novamente a crise: dois comissários da Comuna que escoltam Lafayette exigem o retorno do rei a Paris. Tudo é deixado para o dia seguinte, mas tudo se resolve na madrugada em Versalhes, quando o povo, que havia acampado ali na praça, termina por invadir o palácio. |
![]() |
| Página 09 | Página 10 | Página 11 | Página 12 | Página 13 | Página 14 |
| Página 15 | Página 16 | Página 17 | Página 18 | Página 19 | Página 20 |