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de todos os representantes da nação. O apelo começa dia
12; no dia 13, três padres de Bas Poitou, passam ao Terceiro Estado,
dando início a uma série de alianças que crescem nos dias seguintes.
Fortalecimento por esse apoio clerical, no dia 17, por inspiração de
Sieyés, o Plenário assume a denominação de Assembleia Nacional.
Com essa decisão, o Terceiro Estado rejeita o passado, toda a sociedade
classista e cria um novo poder, independente do rei. No dia seguinte,
atribui a si o poder de legislar sobre impostos e põe os credores do
Estado "sob tutela da honra e da lealdade da nação francesa". É uma
hábil forma de dizer à multidão de burgueses parisienses que, se a
bancarrota é um hábito da realeza, a proteção da democracia é uma
inovação revolucionária. Nascera uma nova soberania.
O golpe do Terceiro Estado divide o campo adversário, mas reforça o que
resta dele: na hora do perigo, a maior parte dos bispos e dos nobres
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encontra em Luis XVI seu
protetor
natural. Dirigem-se a Marly, onde o rei se recolhera com a
dor da morte do primogênito, e o convidam a resistir,
conseguindo que seja marcada para o dia 23 uma reunião com sua
presença. Enquanto isso, com a desculpa de preparativos para
reunião, a grande sala do menus é fechada.
Paris reclama a
Assembleia Constituinte
No dia
20, os deputados da Assembleia Nacional encontram ainda a porta
fechada. Reúnem-se na sala vizinha, no salão do jogo de pela,
que imortalizaram com o juramento de "não de separar jamais, e
reunir-se a qualquer momento que as circunstâncias exigirem, até
que fosse decidida a constituição do reino, em bases sólidas".
Qualquer coisa que acontecesse já estava dada uma resposta a
eventuais ameaças do poder.
Mas, o que deseja o rei? Numa ocasião - a primeira e última -
exprime-o claramente nas duas declarações que faz ler, no dia
23. |
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Esse testamento monárquico
concede que os impostos e várias outras taxações sejam
necessariamente aprovadas pelo Estados Gerais, concede a
liberdade individual e a liberdade de imprensa, a
descentralização administrativa e faz votos para que os
privilegiados aceitem a igualdade fiscal. Mas, nada diz sobre a
admissão incondicional aos empregos, nem faz qualquer referência
ao voto por cabeça, a não ser aqueles limitados itens, negando-o
decisivamente para tudo o mais que se refira aos futuros Estados
Gerais. na verdade, mantém em vigor toda a hierarquia da
sociedade aristocrática. Para resumir, a Monarquia concede
alguma coisa às reivindicações liberais, mas refuta a igualdade
dos direitos, aceitando apenas as reformas que tenham a
aprovação da nobreza.
Apenas sai o rei, acompanhado dos deputados da nobreza e do
clero, o marquês de Dreux-Brezé, chefe do cerimonial, se
avizinha dos homens do |
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Terceiro Estado, imóveis e
silenciosos: "Senhores: conheceis as intenções do rei".
Nos minutos que se seguem, a revolução burguesa encontra três
formas romanas para expressar os tempos novos. Bailly: "A nação
reunida em assembleia, não pode receber ordens." Sieyés: "Sois
hoje o que éreis ontem." Mirabeau: "Não deixaremos nossos
postos, mesmo diante da força das baionetas." A Assembleia
decide persistir em suas decisões anteriores e decreta a
inviolabilidade de seus membros. Desse momento em diante, a
resistência dos privilegiados se desintegra pouco a pouco. No
dia 27, o rei reconhece isso, convidando seu fiel clero e sua
fiel nobreza a reunir-se ao Terceiro Estado. Em Paris, é uma
tarde de glória: A Assembleia Nacional se torna Assembleia
Constituinte. Daí por diante há duas soberanias: a Assembleia e
o rei. Não são incompatíveis. Desde 27 de junho a primeira
reconhece a segunda implicitamente, enquanto por sua vez a
segunda não procura substituir a primeira. |
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A Monarquia absoluta está
morta, a Monarquia aristocrática delineada no discurso de 23 de
junho nasceu morta, mas a Monarquia constitucional pode
sobreviver.
Paris unida
acusa a corte
E o
rei, aceitará? Nada está colocado com toda sua clareza. Mas
agora a corte se volta naturalmente para a revanche e Luís XVI
não é personalidade para se opor. Cedendo ao conde de Artois,
aos príncipes e à rainha, deixa que, em torno de Paris, se faça
uma concentração militar. É contra a Assembleia ou contra a
grande cidade? O primeiro resultado tangível dessa ameaça é o de
unificar a luta do povo de Paris e dos deputados de Versalhes.
Paris é um rebuliço, uma infinidade de reuniões. O aumento do
preço do pão, do número de desempregados agrava
os problemas da
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