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As vésperas da revolução, os monarcas |
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do povo contra os poderosos. É, ao mesmo tempo o batismo da nação moderna e a origem da França contemporânea. Entre o ancien régime e o novo, ela é o elemento de união, um povo e um estado que o ancien régime contrapunha como forças hostis e antinaturais. O Luís XVI: Concordemos, pois, em partir da filosofia revolucionária, de que o ancien régime era ao mesmo tempo, um estado despótico e uma sociedade de privilégios. E o que é tido como despótico na França, no fim de 1700, é "o próprio progresso da monarquia". Desde o fim da Idade Média, através |
da guerra externa e da criação do imposto permanente, os reis da França consolidaram em um único Estado os vários territórios pacientemente reunidos por seus antecessores. Para conseguir isso, tiveram que combater forças locais, dominar os poderes locais especialmente dos grandes senhores e criar uma burocracia de servidores do poder central. Luis XIV é o símbolo clássico do triunfo do poder da realeza na França: sob seu reinado, o intendente, que representa a burocracia e tem delegada a autoridade do soberano, sufoca nas províncias o poder tradicional da Municipalidade ou das grandes famílias. Sob sua autoridade a nobreza é controlada mediante os cerimoniais da corte |
confinada à atividade militar ou arrolada na administração estatal. A "monarquia absoluta" não é outra coisa senão essa vitória do poder central sobre a tradicional autoridade dos senhores e das comunidades locais. Cartórios: Mas essa vitória é um compromisso. A monarquia francesa é "absoluta" no sentido moderno do termo, que implica num poder totalitário. Especialmente porque se baseia na "leis fundamentais" do reino, que nenhum soberano tem o poder de mudar as regras |
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