A REVOLUÇÃO
FRANCESA

Domingo e Cátia ALZUGARAY

O centro daquele mundo que, depois da revolução francesa,
será sempre mencionado como o "ancien régime",
tem seu fulcro e sua expressão mais faustosa no Palácio de Versalhes
(acima: uma gravura de Jan Gaspar Philips de 1756).

 
O "ANCIEN RÉGIME"
 

    Para situar-se na história, para aquilatar sua própria participação, os homens da revolução francesa criaram em 1789 o conceito de ancien régime (velho regime), compreendendo com isso tudo aquilo a que acreditavam ter posto fim. Qualquer um a quem se perguntasse, certamente iria enumerar uma série de pontos negativos: o ancien régime  era visto como o contrário da revolução, o passado contra o futuro, o mal contra o bem, a linha divisória moral e política entre duas épocas, ao mesmo tempo indivisíveis e antagônicas.

    Suas características se definiram como negativas na consciência revolucionária, como uma antiga legalidade que se tornara insuportável para o povo e que, consequentemente, foi destruída por ele. O ancien régime encarna um poder político arbitrário e uma ordem social baseada no privilégio: é o despotismo e a subserviência. Opostamente, a revolução significa liberdade e igualdade. Estas visões simples não são inúteis para o relato histórico. Indicam até que profundidade psicológica a rutura de 1789 marcou a consciência nacional, até que ponto foi interpretada, antes que essa interpretação fosse transmitida, pela escola, às gerações dos séculos 19 e 20. A revolução francesa, na verdade não é apenas uma aventura de classe, o advento


























































 

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