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Uma série de resultados
são apresentados para a
prática do samyama. A cada
resultado está associada
uma força ou habilidade
psíquica, chamada siddhi.
Todos os siddhis são meros
indicadores de transforma-
ções interiores obtidas pelo
exercício da meditação intensa (samyama).
A meditação é a integração
da mente do yoguim ao
objeto de sua meditação.

Esta figura com doze
pétalas representa o chakra
do coração, chamado de
anahata.
O mantra Yam ressoa em
seu centro.
Sutra III, 39
Esse “agente amarrador” é
constituido pelas forças que
emanam de citta através das
suas manifestações materiais [vrttis],
e que prendem
citta firmemente ao corpo,
como se fossem um cordão.
Alguns livros fazem referência a ele como “cordão de
prata”, que não deve ser
confundido com o fio de
prata que representa o
antahkarana
Sutra III, 41
Em algumas versões este
sutra aparece como:
|| Samánajayát prajvalanam ||
o que seria traduzido assim:
“Da conquista de Samana,
provem o tornar-se
incandescente”.
Uma das provas “de fogo”
para os yoguins do norte da
Índia é a de cobrir suas
costas com um manto de
tecido encharcado das águas
geladas de algum lago das
montanhas. Entre as neves
eternas dos Himalaias, eles
precisam provar seu
controle sobre o samana
produzindo calor com seu
próprio corpo e provocando
a evaporação da umidade do
tecido até que esteja
totalmente seco. Se diz que
alguns yoguins conseguem
essa proeza em poucos
segundos, durante os quais
ficam envoltos por uma
densa nuvem de
evaporação.
Sutra III, 44
Para a expressão “brilho
pessoal” veja o sutra II, 52.
Os siddhis revelam facetas
de citta que normalmente
ficam ocultas pela natureza
grosseira das forças
materiais.
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17. O som da palavra, seu objeto
e sua idéia
confundem-se na mente; do
samyama
sobre
suas diferenciações [pravibhaga]
vem o
conhecimento das vozes de todos os seres
viventes;
18. Da observação direta dos
samskaras,
provem
o conhecimento das vidas passadas;
19. [Da observação direta] das idéias, o
conhecimento proveniente de outros cittas;
20. E não está relacionado a isso o que é
proveniente de sua mera existência mundana.
[O
autor deixa claro neste sutra que o
disposto na frase anterior se refere ao
conhecimento derivado dos núcleos
espirituais nas mentes alheias, e não das
ideias traduzidas por suas limitadas
personalidades materiais. Trata-se,
naturalmente, de uma comunicação com
citta, indiretamente, através do contato com
as idéias de um outro indivíduo.];
21. Do samyama sobre a forma do corpo provem
a suspensão da capacidade de captação, pela
combinação da imagem com os olhos, e
[portanto] o seu desaparecimento;
22. Da mesma forma se descreve o
desaparecimento das palavras, etc.;
23 O karma atua com rapidez ou com lentidão.
Do samyama sobre isso, ou sobre os sinais
de
degeneração do corpo, vem o conhecimento
da morte [aparanta];
24. Sobre a amizade, etc., as respectivas forças.
25. Sobre as forças, as forças do elefante, etc;
26. Através da aplicação sobre a manifestação
objetiva, o conhecimento do sutil, o oculto
e o distante;
27. O conhecimento do universo vem do
samyama
sobre o Sol;
28. Sobre a Lua, o conhecimento da organização
das estrelas;
29. Sobre a Estrela Polar, o conhecimento do
seu movimento [das estrelas]. [Pois
as
estrelas parecem girar ao redor da Estrela
Polar];
30. Sobre o chakra do umbigo, o conhecimento
sobre a organização do corpo;
31. Sobre o “pomo de Adão”, o fim da [vrtti]
da fome e da sede;
32. Sobre o
Kurmanadi
(o
“canal da tartaruga”
na anatomia sutil), a firmeza. [A
firmeza do
corpo e do caráter individual];
33. Sobre o brilho [jyotis]
da cabeça, a visão dos
siddhas.
[O
brilho da cabeça mencionado
aqui é a cintilação das forças psíquicas nos
centros de atividade que se situam na
cabeça - o que inclui alguns chakras.
A meditação sobre essas forças traria uma
visão clarividente ao Yoguim. Os siddhas
são os indivíduos dotados de poderes
psíquicos como esses descritos nos Sutras];
34. Do conhecimento intuitivo [pratibha],
tudo
[se conhece];
35. Sobre o coração, o reconhecimento de
citta;
36.
Sattva
e
Purusa
são extremamente diferentes;
o entendimento da inseparatividade de ambos
é a experiência baseada na existência de
Sattva
pelo interesse de outro; do
samyama
sobre o
auto-interesse vem o conhecimento de
Purusa;
37. Daí nascem o brilho da inteligência, a audição
superior, o tato sutil, a vidência, o paladar
sutil e o olfato sutil;
38. Estes
siddhis
são
obstáculos ao
samadhi
e são
a perfeição da mente exterior;
39. Do afrouxamento do “agente amarrador”
[bandha
karana]
e do aprendizado sobre o
modo de manifestação da individualidade
[pracara]
de citta, [se obtem a técnica para]
a entrada nos outros corpos;
40. Pelo domínio sobre
udana;
se evita afundar
nas águas, na lama, nos espinhos, etc., e [se
aprende] a levitação. [Udana
é composto
pelo prefixo “ut”, que significa “para cima”,
e representa as forças sutis que arrastam a
matéria para o alto, contra as forças da
gravidade];
41. Da conquista de
Samana,
vem o fogo. [Esse
sopro vital é o responsável pela distribuição
de forças para todo o corpo. Os antigos
mestres descobriram que poderiam controlar
o calor de seu corpo quando aprendiam a
identificar e controlar Samana. Algumas
técnicas foram desenvolvidas até mesmo
para produzir labaredas no próprio corpo,
sem produzir queimaduras];
42. Do
samyama
sobre a
relação entre a audição
e o
akaçam,
vem a audição espiritual;
43. Do
samyama
sobre a
relação entre o corpo e
o
akaçam,
e pela obtenção da leveza do
algodão, vem a movimentação através do
Espaço;
44. Daí, a destruição dos obstáculos ao brilho
pessoal é [feita pela] exteriorização
espontânea do aspecto incorpóreo das
vrttis
[de
citta];
45. Do
samyama
sobre o
grosseiro, o
manifestativo, o sutil, o correlativo e o
funcional, vem o domínio sobre os elementos
[bhuta];
46. Daí vem a capacidade de diminuição, etc.,
as perfeições do corpo, e também a
não-obstrução à condição espiritual
manifestada [dharma];
47. Beleza, charme, força, e a firmeza de um
diamante são as perfeições do corpo;
48. Do
samyama
sobre a
ação, natureza real,
egoidade, correlação e propósito, vem o
domínio sobre os órgãos sensoriais;
49. Daí vem a velocidade do pensamento, o
conhecimento sem uso dos sentidos e o
controle sobre
pradhana;
50. [Como atributo] da completa [matra]
percepção da diferença entre sattva e
purusa
há a maturação proveniente do
conhecimento
pleno [sarvajña]
e a maturação proveniente
da ascensão para uma existência plena
[sarvabhava];
51. Do desapego até mesmo disso [dessa
maturação], na destruição da semente do mal
[dosa]
surge o
Kaivalyam.
[veja
também o
sutra 56, abaixo];
52. No entanto, da inclinação ao indesejável
vem uma falta de ação cheia de orgulho
quando há a convocação de quem ocupa
posição mais elevada;
53.
Do
samyama
sobre o momento e sua sucessão
vem o conhecimento que nasce do
discernimento;
54. Daí vem a capacidade de distinguir duas
coisas similares mesmo quando parecem
iguais em razão de ausência de diferenciação
por espécie, características e posição;
55. O conhecimento oriundo do discernimento
pertence às estrelas [táraka],
alcança todos os
objetos, alcança todas as condições e não
depende do tempo;
56. Da coincidência da pureza tanto de
sattva
quanto de
Purusa
surge
kaivalyam.
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