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BLOFELD,
John.
Pg.147
O
amarelo e o branco
Para os não-iniciados, a expressão
“o amarelo e o branco” não passa de um
sinônimo poético de alquimia. E mesmo
para os iniciados pode significar tanto a transmutação de
metais em ouro como
uma alquimia interna do tipo descrito em Ioga
taoísta... O que se segue creio
eu, é a primeira tentativa de divulgação de uma
prática que muitos iogues
taoístas consideram o cerne propriamente dito do cultivo do
Caminho.
Nascidas
do Tao e permeando o cosmos, há três
maravilhosas energias: kung, ki e shen.
São os poderes vitais
com que o Tao sustém o universo, provocando o surgimento do ser
em pleno vazio,
a ascensão e o desvanecimento de milhões de entidades que
constituem o reino
das aparências. Em sua forma
“cósmica” ou “original”, essas energias
são puras e sagradas, a fonte veraz da
luz e da vida, que engendra forças capazes de operar estupendas
transformações.
Só o sábio mais iluminado pode avaliar sua imaculada
perfeição.
O
homem, como tudo o mais, está imbuído de uma
parcela desses três tesouros; mas, dado os efeitos
das paixões e desejos desordenados, seu quinhão
assumiu uma natureza
mais grosseira,
Uma tentativa de descrição da extraordinária
metamorfose resultante da
prática bem-sucedida será vista no próximo
capítulo; aqui, a
preocupação se volta para os diversos estágios da
ioga. E o primeiro passo
deve ser a elucidação desses termos tão
ambíguos, king,
ki e
shen. |
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Os três tesouros
ki
(vitalidade)
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A versão da alquimia interna que
aqui oferecemos raramente alude às partes do corpo como
“fornalhas”,
“caldeirões”, etc., como sucede em outras
traduções, pois no presente caso a
abordagem é antes espiritual que material – se semelhante
dicotomia é admissível
num contexto taoísta... Pode-se dizer apenas que nossa
tradução é mais
acessível a estudantes ocidentais, que carecem de
experiência anterior na
alquimia ióguica... uma analogia estreita entre as partes do
corpo e o aparato da alquimia externa é desnecessária, comprova-se
pela seguinte passagem de uma obra
antiga:
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